segunda-feira, 8 de novembro de 2010

392 - Uma balada para o mistério dos dons


Tantos os que se foram
Que dobraram a curva do tempo
Por quem já houve tumulto e silencio
Cujas bocas celebraram palavras e instantes
Cujas mãos empreenderam a jorro da criação
Agora esquecidos nas terras do sem fim
Agora engendrados na lama de cal e ossos
Agora solitários como este desencanto
Que atravessa os umbrais e se fixa sumarento

21 comentários:

Wanderley Elian Lima disse...

Foram, mas deixaram a saudade as lembranças, e a certeza da fragilidade da vida.
Abração

CANTO GERAL DO BRASIL (e outros cantos) disse...

Assis,
Entre tumulto e silêncio, teus poemas evocam...

Abraço embalado,
Pedro Ramúcio.

Mai disse...

Não estou certa de que tenham ido - ou não estariam aqui, presentes em teu poema.

Na órbita do tempo, nas fendas e desvãos, vão e caem os que passaram e não viveram - nem a vida, nem as letras, nem poesia.
cheiros

Lívia Azzi disse...

A única certeza que temos
Somos como bolhas de sabão...

um beijo!

Malu disse...

Assis ,


Coisa bonita e doída ...




Bjo de Bom Dia !

Euza disse...

não tenho muitas certezas... mas de uma coisa sei: alguns encantos nunca se vão. nem alguns dons. são como musgo nas paredes. e o poeta bem sabe.
um beijo, 1001 saudades.

Lara Amaral disse...

Há sempre a calmaria, mesmo para os que causaram mais alarde.

Beijo!

Dario B. disse...

Vai-se o casulo, mas a essencia fica tatuada em nós, sei do que você fala.

Cris de Souza disse...

balada dos dons extremos...

beijo, caríssimo!

Gerana disse...

bela balada!

Zélia Guardiano disse...

Belísimo, Assis, e trespassado por uma suave brisa de eternidade...
Abraço, amigo!

Djabal disse...

É a balada da eternidade que não para, não cessa, as palavras usadas para nomear, amar e corrigir, se foram com eles. Tudo são umbrais e sumos. Bem cantado, bem cadenciado, com ritmo e vigor. Um grande abraço.

Mirze Souza disse...

Assis!

Os mistérios por si já são inquestionáveis e tristes. Um encanto de desencanto!

Beijos, poeta MIL!


MIRZE

Sandra Botelho disse...

E assim é a vida...Bjos achocolatados

Luiza Maciel Nogueira disse...

Primeiro preciso dizer que tal luz paira nos teus versos mesmo pelo desencanto - ainda encantado de poesia. Bjo

Jorge Pimenta disse...

assis,
esses que foram e que parecem agora esquecidos na dobra do tempo são cada um de nós, a seu tempo. essa curva fecha e forma um círculo de onde jamais se consegue sair.
uma reverência para a memória; uma balada para os que, como tu, a sabem guardar e exultar!
um abraço!

Tania regina Contreiras disse...

Belos versos, Assis!
pensamentos e saudades aqui vieram...

Beijos,

Ingrid disse...

lápides do tempo querido Assis,que nos levam longe!
beijo.

Erikah Azzevedo disse...

Parece ter msido escrito no dia 2 de novembro.

Eu prefiro acreditar que não somos tão pereciveis ao tempo, hácoisas nossas que sempre haverão de permanecer, a condulta, o que conseguimos dispertar de sentimentos nos outros...tudo o mais.

Bjos ao menino.

Everson Russo disse...

Essa imensa solidão que não desvenda misterios...abraços de bom dia.

Lau Milesi disse...

Muito lindo, lembrei dos meus pais.
Eles só não serão esquecidos. Nunca.

Um beijo, poeta Assis.