segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

452 - recitando Rimbaud numa jaula de tigres

ergue-te mistério de promontório
passeia lanças sobre minha face
ouve o corcel de tanto infortúnio
repara na tez dessa noite impura
observa os deuses que se foram
entretidos numa hodierna ciranda

deposita no meu peito a tua sede
sêde intento para desejo de mãos
deixa a solidão invadir os passos
e prenunciar o mar dos afogados
agora as auroras se hão de fechar
e a fortuna jaz no hálito do fâmulo

19 comentários:

Angélica Lins disse...

E quando"a solidão invadir nossos passos", estaremos inundados do silêncio que nos escreve e que por nós é escrito como um clamor.


Abraços meus pra ti poeta querido.
Feliz 2011!

Evandro Oliveira disse...

Conheci seu blog por meio do "Vem cá Luísa..." da Vanessa, e gostei muito, e quando gosto não há como não seguir.
Acho que ter um blog significa ter um espaço para dividir com pessoas de todo lugar do mundo, coisas que gostamos, pelas quais nos apaixonamos, aquilo que move nossa alma e nosso coração. Você faz isso muito bem!Parabéns!
Te convido à conhecer o meu sabor da letra.

http://sabordaletra.blogspot.com/

Luiza Maciel Nogueira disse...

maestria de palavras! Sensacional Assis! Beijo e muita poesia para o ano 2011 que começou muito bem por aqui!

Everson Russo disse...

Espero que a solidão jamais invada nossos passos...esteja bem distante desse nosso sonho..abraços de boa semana.

Cris de Souza disse...

eta, poeta arretado!

beijo.

Wilson Torres Nanini disse...

Assis,

como um ótimo rimbaudiano contemporâneo que vc é, não poderia de sugerir permuta entre realidade e fonte telúrica, propondo completar a vida através da mistura dos sentidos.

Abraços!

Curiosa disse...

Assis,
um ótimo ano para você, querido ...
e para todos que lhe cercam ...
e para todos nós ..
que em 2011, a Poesia faça vibrar positivamente este Planeta ...
bjos

Mirze Souza disse...

ASSIS!

Um lugar apropriado para recitar RIMBAUD!

VORAZ!

Beijos, poeta MIL!

Mirze

Lau Milesi disse...

Fora de série...mágico, como todas as suas obras (e a de Rimbaud). O título é pra lá de sugestivo.
Manoel de Barros também se confessou rimbaudiano. Ouvi essa afirmativa num sarau na Globonews.


Um beijo, poeta Assis, e parabéns.

Sandra Botelho disse...

A ciranda do amor...
Bjos achocolatados

Zélia Guardiano disse...

Alquimia pura, Assis!
As letras mais exatas no cadinho...
Demais!
abraço

Lívia Azzi disse...

Um poema intenso cujas palavras são devoradas pelo amor...

Beijos!

Insana disse...

Que venha 2011, pois
Será o ano do Sol a iluminar. Grandes e Pequenos Passos.
Será ano Impar unilateral
Será o ano do Coelho multiplicador

Plante a semente da vontade
Regue com o dose desejo
E terá bons frutos para colher..

Um feliz 2011 da Insana

OBS desculpe a ausência nas festas..

Jorge Pimenta disse...

rimbaud é o poeta perfeito, de todos o que mais me marcou... ele inventou a linguagem; os homens criaram uma cambiante para o saberem ler...
que textaço, amigo assis!
abraço!

Rafael disse...

Muito belo, meu caro!
Abraço

Tania regina Contreiras disse...

Nossa, dos melhores, Assis...e vou te lendo para aprender, quando crescer, a escrever coisas que só vc sabe escrever!
A tez dessa noite impura...
Beijos,

Eder Asa disse...

Hodierna...
O melhor de te ler, Assis, é que se lembra de palavras já há muito esquecidas rsrs
Abraço!

Lídia Borges disse...

L'enfant terrible...

Magnifico poema!

Um beijo

Rejane Martins disse...

há textos, autores e lugares que se precisa recortar, reler com olhar edulcorante, como num sublinho dentro - n'atividade de compreensão vária, ventos de jaula.