quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

475 - canção da noite que verti o verbo do infinito

vivi para atiçar os folguedos da bonequinha
para derramar escaramuças na lua líquida
fazer redemoinho em busca da língua nua
tudo isso vivi para o anseio da bonequinha
que era tão bailarina trôpega no cachecol
com seu destino aziago de artista plebeia
que pintava estalos em cambraias e sedas
e se enfeitiçava de versos toda quinta-feira
ela era dia vívido para atiçar alumbramento
a bonequinha que se vestia como mary lyn
esperando a ventania de todas as ocasiões
um dia cantou happy birthay para o cais
nunca mais atracadouro, se pôs a caminho
com seus olhos azuis que vivi para atiçar

22 comentários:

Vanessa Souza Moraes disse...

Feliz aniversário e bonequinha... Lembrei da M. Monroe.

Beijo.

http://vemcaluisa.blogspot.com/

Everson Russo disse...

Vivi intensamente tudo que vivi,,,abraços de bom dia.

Analuz disse...

Oi, Assis...

A cena do vestido ondulante não se desgasta nunca... atravessa o tempo ganhando novos signifcados... um poema de movimento...

Beijo de Luz!

Tania regina Contreiras disse...

Viveu e revive, Assis, que o poeta traz de volta cada momento, torna-o novamente presente e o oferta, assim, como vc faz agora, num poema que tem a sua marca e os nossos olhos atentos. Parabéns sempre, poeta!
Beijos,

Adriana Karnal disse...

boneca plebeia...na quinta no cais.Na sexta´os restos mortais.

Lídia Borges disse...

Assim são as bonecas...de porcelana!


L.B.

Alicia disse...

O verbo do infinito no pretérito mais-que-perfeito. Aqui está.

Mirze Souza disse...

ASSIS!

Se atiçou os folguedos da bonequinha, viva para des-atiçar! Tadinha da bonequinha!


Beijos, poeta MIL!

Mirze

Mirze Souza disse...

ASSIS!

Se atiçou os folguedos da bonequinha, viva para des-atiçar! Tadinha da bonequinha!


Beijos, poeta MIL!

Mirze

Mai disse...

Há imagens que ficam para sempre.


cheiros

Marlon disse...

a grandiosidade dos teus versos é magnífica...te seguirei amigo poeta...
continue escrevendo...

carpedien

AC disse...

Se os títulos já são poema, os versos são encanto permanente...

Abraço

Lívia Azzi disse...

Senti novos bálsamos no ar...

Beijinhos!

Jorge Pimenta disse...

imagens mentais infinitas:
mary lyns agitando cabelos e atiçando cabeças;
cais de água fervilhante;
sangue, muito sangue em ebulição do lado de dentro e de fora.
poema no infinito pessoal, este.
um abraço, poeta!

Malu disse...

Assis,


Um encantamento esses versos ...
:)

BjO.

Luiza Maciel Nogueira disse...

A bailarina dança para quem olha, encanta quem permite tocar-se pelo gesto! Assis não deixei de ler-te aqui, é irresistível a tua poesia! Beijos

Silviah Carvalho disse...

Olá, vim conhecer seu blog, li alguns de seus poemas, gostei muito, espero que atinja seu objetivo.
beijos e boa noite.

Lou Vilela disse...

Belas imagens!

Cheiro

betina moraes disse...

assis,

a pequena a la mary lin esternizou-se!

bonequinha de luxo a sua.

gostei muito das imagens, principalmente: "esperando a ventania de todas as ocasiões",

descreveu perfeitamente os anseios da tal.

um beijo.

Ingrid disse...

e vivemos eternos infinitos em folquedos querido Assis..
encantador!
beijo.

Bípede Falante disse...

Mas que maluquice adorável! :)
Estou entre o riso e a lágrima, brincando com essa bonequinha cômica e trágica e em dúvida se dou a ela vida ou se a mando para caixa.
beijo*

LauraAlberto disse...

lança
lança-chamas

beijos
Laura